Copa do Mundo Feminina: conheça o 'fora de campo' das jogadoras da Seleção Brasileira

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da leao: A cobertura especial do Lance! vai abordar um pouco dos detalhes e curiosidades das nossas atletas fora das quatro linhas. Como é a vida, do que gostam ou aquilo que nunca contaram para ninguém sobre as primeiras memórias da vida ou da relação com o futebol.

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da pinnacle: Antes de mergulhar um pouco mais na vida de algumas atletas brasileiras, relembre matérias especiais sobre a Copa do Mundo Feminina na cobertura completa do Lance!. Falta muito pouco para estreia da Canarinho, na próxima segunda-feira (24), e é importante estar ciente de tudo – e mais um pouco.

LELÊ

Letícia Izidoro Lima da Silva, mas para nós: Lelê. Nascida no Rio de Janeiro, em agosto de 1994, nossa goleira é filha de Rejane Izidoro com André Moreira e irmã de Kaio Márcio. Ainda não completou uma década como profissional, mas soube cedo que seu dom era guardar as redes e o talento nato a levou ao Corinthians.

Lelê tem duas paixões fora dos gramados: tatuagem e pets. Não à toa, dedicou um espaço na coxa para receber o rosto de sua cachorra, a Corona, e divulgou como “amor eterno” na legenda. O reels do rabisco é só um da série de declarações que faz à companheira de quatro patas nas redes sociais. E como boa carioca, a goleira também se dedica à altinha nos tempos livres.

– Quando fui estudar e jogar nos Estados Unidos, na universidade, eu tinha bolsa 100% mas para ajudar nos custos básicos, como produtos de higiene, eu trabalhei de garçonete. Também já trabalhei de ajudante de chef em Barcelona, já cortei muito pepino, muita batata…e olha, até babá eu já fui também.

Kathellen se candidatou à bolsa nos EUA, após passar por dificuldades para encontrar campos de futebol em sua terra, na baixada santista, e do encerramento das atividades do Santos Futebol Clube, em 2012. O empurrão para deixar o país foi principalmente de seu pai, a quem agradece em todas entrevistas.

ARY BORGES

Ary Borges tem a brisa do mar como uma das memórias mais marcantes da infância. Aquela que, segundo ela, sentia sempre que fazia um de seus programas prediletos: ficar sentada com sua vó na frente de casa, em silêncio por horas e sempre com um rabo de cavalo – o penteado que a define.

A infância da meio-campista é dividida em duas partes e ambas interligadas pelo futebol. Os pais de Ary, nordestinos, deixaram-a com a avó aos dois anos de idade para tentar a vida em São Paulo. Borges estudava no período matutino e recebia reforço no vespertino, até que nas horas livres, a partir das 16h, brincava em um campo de futebol atrás de casa – com seu tio.

A chance de viver com os pais em São Paulo veio aos 10 anos, mas não foi fácil de ser tomada, pois significava deixar sua avó para trás. A motivação e força para escolha foi o futebol. Ary Borges uma vez revelou um pedido especial de sua mãe após sua primeira convocação: “Uma foto com Marta”. E ela não teve coragem de pedir – só anos depois.

Hoje, reconhecida mundialmente por seu talento, tem ideias e objetivos bem claros. É uma das vozes mais ativas da seleção na luta por igualdade de gênero e mais chances para mulheres no futebol: “Quero algo mais abrangente para a modalidade e não por algum tipo de interesse específico”.

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DEBINHA

Debinha é apoiadora do movimento LGBTQIA’s+, nunca teve receio de demonstrar amor e se declarar abertamente à Meredith Speck – à época as duas serviam como referência na data do orgulho. A ofensiva se tornou um dos nomes mais reconhecidos da seleção e vê a Copa 2023, considerada a maior de todos os tempos, como espaço de luta para as próximas gerações.

Além de craque da bola, Debinha também pode ser considerada tia babona, visto que seu Instagram é quase todo dominado pelo sobrinho, e amante de gatos. Diz que uma das melhores lembranças da infância é a pesca com o pai, quando estava sóbrio. E relembra com carinho da sensação de andar de bicicleta.

Outra curiosidade é que Debinha se recorda das madrugadas assistindo à Seleção Brasileira na Copa, acompanhada das irmãs, Katia e Rubiana, como as primeiras lembranças claras que têm da vida relacionadas ao futebol. O gosto por jogar, no entanto, lhe rendeu muito bullying na infância, enquanto seu professor, Rogério, a apoiava e incentivava com sua primeira bola na vida.

MARTA

A Marta que hoje é rainha, era a Marta de Dois Rios. Tem as estradas de terra como uma das primeiras imagens da vida. Mas isso a gente sabe, talvez o que não saibamos – ou não é dito com frequência – é que o abandono do pai lhe custou, de certa forma, a presença da mãe. Ela descreve a infância, quando sobrava comentário maldoso por seu amor pelo futebol e faltava reconhecimento, como um período que não sentia presença materna pra lhe blindar. Mas, hoje, entende que não passava de sensação.

O tamanho de Marta no futebol é relativo ao seu peso fora dos gramados. A rainha já esteve envolvida em polêmicas ao ser voz do manifesto de gênero em outra edição de Copa. A camisa 10 já posou para fotos oficiais tapando do símbolo da Nike, patrocinadora do uniforme, como protesto pelo direito de receber um patrocínio digno – visto que o que tinha era bem menos da metade do masculino.

– Não vai ter uma Marta para sempre, uma Cristiane, uma Formiga. E o futebol feminino depende de vocês para sobreviver. Chore no começo para sorrir no fim.

Apesar de todo peso e responsabilidade que seu papel lhe traz, Marta se considera extrovertida, divertida e pagodeira. Para além disso, ela é romântica e nunca escondeu seus relacionamentos com outras mulheres. Atualmente, divide mansão, estimada em mais de R$ 8 milhões, com sua namorada Carrie Lawrence. As duas se conheceram no Orlando Pride e atuam no clube até os dias de hoje.

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